Jacqueline Abecassis
Nesta vida de encontros e desencontros,
chegadas e partidas, lembremos que
entre um belo olá,na chegada,
e um belo Adeus, na partida,
é melhor dar especial atenção e beleza ao Adeus.
Um Olá pode ser repetido e ajustado
quantas vezes for necessário,
mas um Adeus que não seja belo,
jamais poderá ser reparado.
O Adeus ocorre uma única vez e,
eternamente, dessa forma será recordado...
Não dê um Olá onde não haja uma esperança
Não dê um Adeus sem que haja uma bela lembrança.

Jacqueline Abecassis
Arrisca-te!
Dá-me as asas
e te darei o vôo
nos meus braços farás teu ninho
dos passos solitários
estradas de carinho
Arrisca-te!
e das amarras farei pontes
dos nós farei laços
dos silêncios
canções de amor
Arrisca-te!
dá tua luz à escuridão
ilumina os poentes
e te darei a luz de cada amanhecer
Arrisca-te!
e te direi o que tenho calado
farei de ti meu eterno amado
caminharemos lado a lado
e faremos do futuro
um novo viver do inesquecivel passado!

Jacqueline Abecassis
Saudades é ousar voltar
a um tempo belo vivenciado...
ou ainda quem sabe,
a um tempo apenas esboçado
que ainda há de existir...
É transportar-se...
criar asas ...
ter morada no passado
ou, quem sabe...
mergulhar no futuro
para o que um dia
ainda há de vir.
Pois
se o tempo é relativo...
Quiçá ao vagar pelos tempos idos
dois pensamentos unidos
(pelo universo colhidos)
não possamos fazer
um grande elo entrelaçado...
...e ao retornar
(circulo fechado)
sejamos apenas um só...
Futuro, presente e passado.
Kadu Abecassis:
Vamos passar uma noite,
mesmo que distantes fisicamente,
escrevendo poesias e
coçando o nariz de tanta inspiração
- naquela insônia que você chama de Urano
e eu de doideira.
Vamos lembrar no domingo de noite
que um dia já estivemos lado a lado,
mas que juntos a gente vai ficar pra sempre
- naquelas músicas que pra você é o mar que fala
e pra mim faz todo sentido.
Vamos lembrar um do outro
fazendo aquele rango
que um dia alguém nos deu na boca,
sentados no colo, sem sabermos o sentido
- naquele saudosismo de quem
sabe que tudo valeu a pena.
Vamos chorar por quem não conhecemos
e imaginar que outra política
ou outra espiritualidade
fariam o mundo ser mais bonito
- no nosso pequeno pedaço
a política e a espiritualidade
são a mesma coisa: Amor.
*
Jackie Abecassis:
Sei que não existe distância
mas há algo que chamo de saudade...
De você?
Não...mas de mim mesma;
Pois um "eu mesma"
saiu pelo mundo
e meus olhos vêem com outros olhos...
Minha pele ganhou maior extensão...
E porque você me ultrapassa
Sou muito maior.
Cuida bem de mim no teu caminhar
Mostra-me o mundo que existe e o que há de vir...
Te apresentei a ele
sob a ótica das minha entranhas
mais tarde de maõs dadas
e hoje você me leva,
por onde for...
de coração junto...
eternamente...
Amor.

Jacqueline Abecassis
Fecha os olhos
e apenas toque-me...
Sinta o palpitar que aos
poucos se transforma
em latejo sedento
de todo este querer...
Perceba cada célula vibrante....
transbordante...
A fragrância doce, almiscarada
Exalada pelo poros
escorrendo os vales
molhando as dunas
onde uma rosa vermelha
abre-se por você...
Viaja ondulante
serpenteia na dança dos polos
opostos fundidos entre sussurros...gemidos...
Navegue pela noite de meu corpo
e traga o êxtase da aurora,
meu sol mais brilhante...
...e quando a chama em labaredas
chegar ao auge - pináculo do dia -
prometo descerrar os seus olhos,
colocar à luz os segredos, sem mais mistérios,
para assim como eu,enlouquecer de desejo,
ficar cego de paixão...
Jacqueline Abecassis
Santos, 04/08/2005
Lua e Sol conjuntos em Leão

Jacqueline Abecassis
Existe um lugar
onde as notas têm cores sabores
e uma flor perene ilumina
sempre a cada amanhecer
Pássaros mergulham nas águas
e sol e lua vêm ao firmamento... juntos
ver seu rosto com eles resplandecer
Lá quando desperto mergulho nos sonhos
e a relva é azul
Pequenas estrelas muito brilhantes
abrem-se em cachos nas vinhas
e a bebida feita desse néctar
nos dá asas douradas e uma aura em tons de azul.
Existe um lugar...
onde os pares
passeiam de mãos dadas em vôo rasante
E os beijos são pequenas luzes
despejadas na chama rósea
que jamais se apaga no meio de cada peito...
E os abraços são vistos como velas ao vento
impulsionando-nos à velocidade da luz
dando-nos chão e levando-nos ao vôo.
Naquele lugar existem lágrimas:
de amor e emoção...
e os beija-flores vêm tomar do mel vertido
polinisando os sorrisos
que brotam quais lótus de mil pétalas
nos jardins orientais.
As portas sem trancas
apenas se abrem...jamais fecham...
e as janelas sempre dão para o nascente
onde fica o jardim de estrelas multicores.
Lá as palavras são apenas sentidas
e têm o justo valor das jamais pronunciadas
e por isso se transformam em bençãos
mudas... silenciosas...vibrantes...
Existe um lugar
onde as notas têm cores sabores
e uma flor perene ilumina
sempre a cada amanhecer...
Um dia irei buscar o ramalhete
de todas as manhãs já vividas
e se quiseres me encontrar
atravessa as portas sem trancas
pois é também teu o lugar,
e estarei te esperando
na fonte dos unicórnios
comendo nuvens de açúcar
e bebendo água de luz...
Jacqueline Abecassis
Nesta noite sem lua
Quero um amor calmo, sereno
Quero entregar-me com o mesmo sentimento
que uma menina se entrega a um deus...
Com toda a alma,
a mesma paz,
a mesma calma.
Vem...não temas o fogo dos meus olhos
Mergulha no verde da água
na essência desta alma
que a ti vem se entregar
Vem...dá-me um terno abraço
repousa no meu regaço
Sou cigana atrevida,
faceira, arteira, bandida
Mas também sei domar o fogo
por aquele que de minh' alma
souber se fazer o dono.
Vem...hoje não te dou apenas meu corpo
mas a paz profunda e completa
dos meus braços aquecidos
na tua noite de suave sono.

Querido amigo Antônio,
diz gostar do poema...pois eu amei
o dueto que o deixou muito mais belo
Vale reprisar na nova formatação!
Jacqueline Abecassis
António Castel-Branco
Fecha os olhos
relaxa o corpo
e apenas toque-me...
com seus lábios ardentes...
Sinta o palpitar que aos poucos se transforma
em vibração contínua,
em latejo sedento de todo este querer...
de necessidade de ser saciada...
Perceba cada célula vibrante....
plena de desejo...
transbordante...
de paixão...
A fragrância doce, almiscarada,
inebriante, viciada,
Exalada pelo poros
envolvendo a pele nua
escorrendo os vales
espraiando-se na areia
molhando as dunas
fertilizando o solo
onde uma rosa vermelha abre-se por você...
qual oásis aguardando o viajante sedento...
Viaja ondulante
graciosa e pululante
serpenteia na dança dos polos
unindo com volúpia
opostos fundidos entre sussurros...gemidos...
queixumes...pedidos...gritos...
Navegue pela noite de meu corpo
explorando cada recanto
e traga o êxtase da aurora,
da manhã resplandecente
meu sol mais brilhante...
minha estrela cadente...
...e quando a chama em labaredas
fogo imenso de paixão
chegar ao auge - pináculo do dia -
queimando de tanto ardor
prometo descerrar os seus olhos,
destapar os seus ouvidos,
colocar à luz os segredos, sem mais mistérios,
enigmas, mentiras ou omissões,
para assim como eu,
na plenitude do prazer,
enlouquecer de desejo,
embriagar-se de amor,
ficar cego de paixão...

(Escrito para e Dedicado a Jackie)
**Nin@** - 14/7/2004
Baila, cigana...
ao ritmo da tua pele morena...
Cheiro a alecrim e canela...
que as trevas serena.
Fogo no olhar,
fogueira que aquece sem queimar...
Ondula, cigana...
Corpo serpenteante...
Olhar penetrante...
Punhal... que corta tabus...
Braços que cruzam Universos, portais,
encruzilhadas em cruz.
Baila, cigana...
mãos que falam...como quem chama.
Ondula o teu ventre...
Livre...sempre...
Seios altivos que desafiam...
Não à guerra...mas à paz...
De quem seduz e sabe o que faz....
Ah, baila... baila cigana...
Encanta a noite, deusa lunar...
Baila, vive a tua garra
de mulher enfeitiçante...
Que não se deixa domar.
Baila pela vida...
sê feliz ao ritmo de brilho lunar.

ROSA RUBRA
Jacqueline Abecassis
Como despedir-me de ti
Se vives ainda em meu peito
Se te espero ainda em meu leito
Se nossa estrela ainda brilha no céu
e o mar continua a nos esperar?
Perdoa...recuso-me!
A derradeira rosa jamais levarei ao mar...
Mas se era prova de amor
quero que saibas, marujo,
Continuo eternamente a te amar.
Postado por Jackie jabecassis às 10h40